A dor crônica no sistema musculoesquelético, especialmente na coluna vertebral, é um dos maiores desafios de saúde da atualidade. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a dor lombar está entre as principais causas de incapacidade funcional no mundo, afetando diretamente a qualidade de vida, a autonomia e a capacidade de trabalho de milhões de pessoas.Com os avanços da medicina, hoje já é possível tratar muitos quadros de dor sem cirurgia, por meio de abordagens modernas, menos invasivas e baseadas em evidências científicas.
O que é dor musculoesquelética?
A dor musculoesquelética é a dor que envolve as estruturas responsáveis pelo movimento e pela sustentação do corpo. Ela pode atingir:
- músculos
- ossos
- articulações
- tendões
- ligamentos
- coluna vertebral
É o tipo de dor que aparece, por exemplo, nas costas, pescoço, ombros, joelhos, quadril ou braços. Costuma estar relacionada a sobrecarga, esforço repetitivo, postura inadequada, desgaste ao longo do tempo ou processos inflamatórios.
Essa dor pode se manifestar como:
- dor persistente ou recorrente
- sensação de rigidez ou peso
- limitação de movimento
- desconforto ao se movimentar ou permanecer muito tempo na mesma posição
Em muitos casos, começa de forma leve e vai se intensificando aos poucos quando não é avaliada corretamente.
Por que a dor musculoesquelética crônica é tão frequente?
A dor crônica raramente surge de um único evento isolado. Na maioria das vezes, ela é resultado de processos cumulativos e multifatoriais, que se desenvolvem ao longo do tempo.
Entre as causas mais comuns das dores crônicas musculoesqueléticas, destacam-se:
- Osteoartrite (artrose), relacionada ao desgaste progressivo das articulações
- Dor miofascial, associada à sobrecarga muscular e pontos de tensão
- Fibromialgia, que envolve alterações na forma como o sistema nervoso processa a dor
- Lesões por esforço repetitivo, comuns em atividades ocupacionais
- Hérnia de disco e outras alterações da coluna vertebral
- Osteoporose, que compromete a resistência óssea
- Distúrbios posturais e biomecânicos, frequentemente associados ao sedentarismo e hábitos inadequados
Essas condições costumam coexistir, o que explica por que tratar apenas o sintoma raramente resolve o problema de forma duradoura.
Diagnóstico preciso: o primeiro passo do tratamento
O tratamento eficaz da dor começa com um diagnóstico preciso. Avaliar corretamente a origem da dor é fundamental para definir a melhor estratégia terapêutica.
O cuidado moderno envolve:
- avaliação clínica detalhada
- análise funcional e biomecânica
- exames de imagem, quando indicados
- identificação de fatores inflamatórios, estruturais e funcionais
Esse processo permite a construção de tratamentos individualizados e personalizados, respeitando as necessidades e a realidade de cada paciente.
Tecnologias avançadas e tratamentos não cirúrgicos
Atualmente, o manejo da dor musculoesquelética e da coluna pode envolver uma ampla gama de tratamentos não cirúrgicos, que combinam tecnologia avançada e abordagens modernas.
Entre os recursos utilizados estão:
- procedimentos guiados por ultrassom, que aumentam precisão e segurança
- bloqueios anestésicos e infiltrações, indicados para controle da dor e da inflamação
- ablação por radiofrequência, em casos selecionados de dor persistente
Essas técnicas permitem intervenções mais direcionadas, com menor agressão aos tecidos e melhor controle dos sintomas.
Terapias regenerativas e medicina regenerativa
As terapias regenerativas fazem parte dos avanços mais relevantes no tratamento da dor musculoesquelética e da coluna. Inseridas no contexto da medicina regenerativa, essas abordagens buscam estimular os mecanismos naturais de reparo do organismo, atuando na origem do processo doloroso.
Entre as opções que podem ser consideradas, conforme indicação clínica, estão:
- PRP (Plasma Rico em Plaquetas)
- terapias celulares, incluindo o uso de células-tronco
- outras estratégias regenerativas voltadas à recuperação dos tecidos
Esses tratamentos não têm como objetivo apenas aliviar a dor, mas auxiliar na regeneração, na redução da inflamação e na melhora da função, sempre com base científica e critérios rigorosos de indicação.
A importância da abordagem interdisciplinar
A OMS reforça que o cuidado da dor crônica deve ser integrado, contínuo e centrado no paciente, considerando aspectos físicos, funcionais, emocionais e sociais.
Por isso, os melhores resultados costumam ocorrer quando há uma abordagem interdisciplinar, integrando:
- ortopedia
- medicina da dor
- reabilitação funcional
- saúde mental
- estratégias preventivas e de estilo de vida
Esse modelo reduz recidivas e promove cuidado mais consistente a longo prazo.
O cuidado da dor na SanosLife
Na SanosLife, o tratamento da dor é baseado em diagnóstico preciso e tratamentos individualizados. Cada paciente passa por uma avaliação completa, e o plano terapêutico é construído de forma personalizada, combinando tecnologias avançadas, terapias regenerativas e acompanhamento interdisciplinar contínuo.
O objetivo é tratar a causa da dor, preservar a função e promover qualidade de vida, sempre com segurança, ciência e responsabilidade médica.
Considerações finais
Os avanços da medicina permitem hoje tratar grande parte das dores musculoesqueléticas e da coluna sem cirurgia, desde que haja diagnóstico adequado, indicação correta e um plano terapêutico individualizado.
Dor persistente não deve ser normalizada. Buscar orientação especializada é um passo essencial para cuidar da saúde de forma segura, moderna e consciente.
Autor
Dr. Marcelo Costa
Ortopedista e cirurgião | CRM-RJ 52580190 / RQE 31129
Especialista em Dor e Medicina Regenerativa
Diretor Médico – Centro Ortopédico Grajaú


